O Hospital Sanikukai, em Tóquio, começou a oferecer partos anônimos a partir deste domingo (31), tornando-se o segundo hospital do Japão a adotar esse tipo de atendimento. A medida foi criada para atender mulheres que enfrentam uma gravidez indesejada e não têm condições de revelar sua identidade ou criar a criança.
Pelo sistema, a mulher pode ter o bebê sem que seu nome apareça nos documentos oficiais do nascimento. Apenas a equipe médica terá acesso à sua identidade, que será mantida em sigilo. A criança, depois do parto, ficará sob os cuidados dos serviços de assistência infantil do governo local.
De acordo com a direção do hospital, o objetivo é oferecer uma alternativa segura para mães que não têm apoio ou passam por situações extremas, como pobreza ou abandono familiar. A instituição também informou que vai seguir os protocolos estabelecidos pelos ministérios da Saúde e da Justiça, que orientam esse tipo de atendimento desde 2022.
A estrutura inclui ainda uma “caixa para bebês”, onde recém-nascidos podem ser deixados anonimamente pelos pais, caso não tenham condições de cuidar da criança.
O primeiro hospital a oferecer partos anônimos no país foi o Jikei Hospital, em Kumamoto, onde 43 bebês nasceram sob esse modelo entre dezembro de 2021 e fevereiro deste ano. A unidade, junto com autoridades locais, defende que o governo crie uma legislação específica para esse tipo de caso.
Com mais de 100 anos de atuação, o Sanikukai é referência em cuidados com gestantes e realiza cerca de 700 partos por ano. Desde o ano passado, já vinha oferecendo apoio sigiloso a mulheres com gestações de risco, principalmente por motivos sociais ou econômicos.
Fonte: Asahi