A cidade de Kumamoto, no sul do Japão, estuda a possibilidade de instalar câmeras de segurança dentro das salas de aula do ensino fundamental. A proposta está em fase de análise e tem como foco principal aumentar a segurança no ambiente escolar, diante de situações como bullying entre estudantes e condutas impróprias por parte de professores.
O assunto ganhou espaço após um grupo consultivo entregar uma recomendação formal ao superintendente de educação do município. Esse grupo é formado por profissionais de diferentes áreas ligadas à educação, como diretores de escolas, advogados, representantes de famílias e professores universitários. A ideia central do documento é que a presença das câmeras pode funcionar como forma de prevenção, além de servir como instrumento para esclarecer possíveis conflitos ou denúncias dentro da sala de aula.
O Ministério da Educação informou que, se for adiante, essa será a primeira vez que câmeras são utilizadas com essa finalidade no Japão. O relatório que sustenta a proposta cita que algumas crianças, vítimas de bullying, manifestaram o desejo de ter os episódios registrados. A medida também pretende identificar comportamentos inadequados por parte de professores e até situações em que pais exercem pressão de forma abusiva sobre a escola.
Por outro lado, o uso de câmeras em salas de aula levanta preocupações. O grupo que elaborou o documento reconhece que a medida pode gerar debate, principalmente em relação à privacidade de alunos e professores. Para isso, foi sugerido que a implantação seja feita por etapas, começando por escolas selecionadas. Também foi recomendada uma avaliação criteriosa sobre onde e quando os equipamentos devem ser utilizados, para garantir que o monitoramento não ultrapasse os limites necessários.
O Comitê de Educação de Kumamoto ainda está avaliando o conteúdo das recomendações e informou que o tema seguirá em discussão. A proposta não tem prazo definido para ser colocada em prática, mas seguirá em análise conforme os próximos desdobramentos.
Fonte: Kyodo